Transmissão Semi - Automática

Mecânica de Motores, Suspensão, Direção e Freios, Transmissão, Metrologia de automóveis e motocicletas.

Transmissão Semi - Automática

Mensagempor cervon » Qui Jan 01, 2015 9:18 pm

Inicial e específicos Professor Carlos Napoletano Neto

Sistema semi-automático de transmissão
Patente de invenção "sistema semi-automático de transmissão ". Os sistemas convencionais de transmissão automotiva, normalmente empregados em veículos equipados com motores de combustão interna, atuando por meio de embreagem, dada sua característica de operação comandada por um motorista, sujeito a falhas humanas, apresentam uma série de incovenientes, cujas consequencias vão desde o maior consumo de combustível e óleos lubrificantes, até o maior desgaste nos componentes mecânicos, principalmente no motor.

Por outro lado, são também conhecidos os sistemas automáticos de transmissão automotiva, em que o câmbio de marchas é feito automaticamente, sem a interferência do motorista, mas que devido ao alto custo operacional, é pouco viável sua aplicação a veículos pesados, de operação rústica.

Além disso, dada a sua complexidade, esses sitemas exigem manutenção especializada e portanto, dispendiosa.

O "sistema semi-automático de transmissão " apresenta uma proposta intermiediária em que o equipamento é instalado, em qualquer veículo automotivo, entre o câmbio e o diferencial, sem a eliminação do sistema de embreagem original, mas substituindo-o apemas nas situações em que a rotação do eixo transferidor de tração for superior à da rotação do motor, e com isso economizar cerca de 20% de combustível, além de poupar o motor de superaquecimento e de atritos e trancos na operação.

Fonte: www.patentesonline.com.br


O que são Transmissões semi-automáticas?




Afinal, o que são transmissões semi-automáticas?

Transmissões semi-automáticas, também conhecidas como transmissões manuais sem embreagem, são sistemas que usam sensores, atuadores eletrônicos e um computador gerenciador para efetuar a troca de marcha sem a necessidade de usar um pedal de embreagem.

O sistema foi projetado pela primeira vez por fabricantes europeus para minimizar o estresse dos motoristas ao/que dirigiam especialmente nas cidades onde o congestionamento era constante.

À primeira vista a alavanca de câmbio é a mesma. A alavanca tradicional tem formato H para mudança das marchas: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª; outros modelos usam o formato I onde a mudança é feita levando-se a alavanca para frente e para traz, ou para os lados.

Na fórmula 1 o sistema foi adaptado de modo diferente, ou seja, i.e. foram utilizadas borboletas no volante, localizando-se uma do lado direito e outra do lado esquerdo, de sorte que uma efetua a mudança de marchas para cima e outra para baixo.

Este sistema foi posteriormente herdado pelos veículos de rua, alguns utilizam este sistema de borboleta, outros apenas interruptores ou botões na direção, seja a transmissão automática ou semi-automática.

E como funciona?

É muito simples de entender. O que vai disparar os atuadores da embreagem são os sensores colocados nas extremidades do curso das alavancas. Ao empurrarmos a alavanca para frente ou para trás, o computador do câmbio entende que deve ser acionado o pedal da embreagem e, para que ocorra a mudança de marcha, a alavanca deve ser acionada para cima. Este acionamento pode ser hidráulico, pneumático, a vácuo ou combinado. Depende do fabricante.

A grande vantagem disso tudo é que o computador pode determinar qual é a temporização otimizada e o torque necessário para efetuar uma mudança macia e precisa baseada na leitura desses sensores além de outros fatores que interferem nesta operação.

Historicamente falando, a primeira tentativa de introduzir uma embreagem automática deste tipo, ou melhor, a primeira transmissão semi-automática, surgiu em 1941 e era chamada de M4/Vacamatic e foi fabricada pela Chrysler americana ela foi a percussora das primeiras embreagens totalmente automáticas.

Mais tarde a Volkswagen fez o primeiro Beetle ou fusquinha, que viria com uma transmissão opcional chamada AUTOSTICK, que era basicamente uma transmissão manual sem pedal de embreagem e que tinha 3 marchas.

Os corredores de dragster (veículos de arrancada) também se utilizam transmissões manuais convencionais equipadas com sistema semi-automático de transmissão . No caso das transmissões de alta performance tanto Dragsters como Pro-stock torna-se possível o uso de caixas de transmissão automáticas preparadas, que usam sistema de embreagens múltiplas, planetárias e conversor de torque.

A Citroën francesa possui uma caixa de transmissão do tipo mecânica semi-automática em que o motorista pode optar pela automática, pois o computador efetuará a mudança das marchas como se fosse uma transmissão automática convencional inclusive com o kick-down, simulando o funcionamento de uma transmissão automática hidráulica.

As transmissões semi-automáticas são encontradas também no mercado de caminhões pesados e ônibus, a Volvo, por exemplo, oferece uma transmissão para caminhões pesados chamada de I-SHIFT enquanto que a ZF Alemã tem uma transmissão denominada AS-TRONIC usada em ônibus coletivos.

Esse tipo de caixa de transmissão proporciona ao transporte público duas facilidades, vejamos:

redução no consumo de combustível.

viajem mais agradável aos passageiros.

As transmissões semi-automáticas, do ponto de vista do motorista, passam a sensação de estar-se conduzindo um veículo automático ou quase próximo a um veículo automático.

A Mercedes que também possui este tipo de sistema, denominou seu câmbio semi-automático de SEQUENTRONIC, vindo a BMW chamar o seu sistema de SSG(Sports Sequential Gearbox) e SMG(Sequential Manual Gearbox), que são duas siglas conhecidas como caixas de transmissão esportivas

A empresa Borg Warner introduziu também um sistema de caixa de transmissão revolucionário denominado DSG(direct shift gearbox), com dois sistemas de embreagem colocados dentro da mesma transmissão , o que elimina a necessidade de um conversor de torque.

O funcionamento da DSG, que tem dupla embreagem, opera com dois discos de fricção, um ligado às marchas 1ª, 3ª, 5ª e à ré e o outro ligado à 2ª, 4ª, e 6ª.

Enquanto a árvore 1ª, 3ª, 5ª está movimentando o veículo, as marchas 2ª, 4ª, 6ª já estão armadas pra entrar, o que se dá quase instantaneamente. Vale dizer que, quando o motorista solicita uma marcha ascendente ou descendente essa mudança ocorre em valores de tempo fenomenais e insignificantes, menores que 150 milisegundos.

As transmissões DSG da Borner Worner também são conhecidas como DUALTRONIC, justamente por causa das embreagens paralelas.

Ultimamente o crescimento pelo interesse deste tipo de transmissão vem aumentando, assim como pelas transmissões CVT que são constantemente variáveis, seja por sistema de polias ou discos toroidais.

E, finalmente, falando sobre as caixas de transmissão automática convencionais, estas são 100% hidráulicas e utilizam fluido, um sistema de planetária, engrenagem solar, um corpo de válvulas e um conversor de torque que recebe o movimento do motor através de acoplamento viscoso.



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Fonte: lider.no.comunidades.net
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